
São
João
São
João, festa Junina (Lituano - Jonines) são
celebrações que acontecem em vários
países historicamente relacionadas com a festa
pagã do solstício de verão, que
era celebrada no dia 24 de junho, segundo o calendário
juliano (pré-gregoriano) e cristianizada na
Idade Média como "festa de São
João". Essas celebrações
são particularmente importantes no Norte da
Europa - Dinamarca, Estónia, Finlândia,
Letônia, Lituânia, Noruega e Suécia
-, mas são encontrados também na Irlanda,
partes da Grã-Bretanha (especialmente Cornualha),
França, Itália, Malta, Portugal, Espanha,
Ucrânia, outras partes da Europa, e em outros
países como Canadá, Estados Unidos,
Porto Rico, Brasil e Austrália.
Brasil
No
Brasil, recebeu o nome de junina (chamada inicialmente
de joanina, de São João), porque acontece
no mês de junho. Além de Portugal, a
tradição veio de outros países
europeus cristianizados dos quais se oriundam as comunidades
de imigrantes, chegados a partir de meados do século
XIX. Ainda antes, porém, a festa já
tinha sido trazida para o Brasil pelos portugueses
e logo foi incorporada aos costumes das populações
indígenas e afro-brasileiras.
Uauá
A Festa
de São João de Uauá, teve o seu
inicio com a construção da Igreja Matriz,
que foi construída com a adoção
de São João como padroeiro do município.
As festas antes realizadas na igrejinha de Senhor
do Bonfim como os leilões, passaram a serem
realizados na frente da nova igreja, assim começou
os festejos de São João em Uauá.
Com o passar do tempo à festa cresceu, adquirido
suas próprias características como as
tradicionais Alvoradas, Passeatas e Entrega de Ramos,
que começaram por volta de 1945, com Auto Barbosa,
Seu Anísio, Chico Doropé, Manoel de
Senhora, Jonas Cabaça e entre outros.
O São João como conhecemos hoje, com
a festa na praça começou, com Veinho,
que fazia o forró nos clubes até 1977,
foi quando em uma noite de São João,
saiu do clube e levou o povo para a praça tocando
até o sol raiar em um palco que ficava colado
nos fundos da Igreja.
O ápice do São João de Uauá
aconteceu por volta da decada de 80 em 1990, o ex-prefeito
José Borges Ribeiro, construiu a concha acústica
de Uauá, uma obra grandiosa para a época,
palco esse onde já passaram grandes astros
da música nordestina como: O Trio nordestino,
Alcimar Monteiro, Osvaldinho, Amelinha, Adelmario
Coelho, Targino Gondim, Genival Lacerda, Jorge de
Altino e muitos outros que encantaram, e continuam
encantando o São João de Uauá.

Tradições
Alvorada
nascer
do sol é o nome que se dá ao momento
em que o Sol aparece no horizonte.. Em Uauá
na Bahia é um momento de alegria, que acontece
algumas vezes durante o ano em ocasiões especiais,
principalmente nos festejos de São João,
o povo invade as ruas na madrugada durante os 10 dias
de festa, cantado músicas, em louvor ao padroeiro
da cidade, São João Batista, e resgatando
suas tradições.
Origem da fogueira
Grandes fogueiras são tradição
do São João brasileiro e europeu
De origem européia, as fogueiras juninas fazem
parte da antiga tradição pagã
de celebrar o solstício de verão. Assim
como a cristianização da árvore
pagã "sempre verde" em árvore
de natal, a fogueira do dia de "Midsummer"
(24 de Junho) tornou-se, pouco a pouco na Idade Média,
um atributo da festa de São João Batista,
o santo celebrado nesse mesmo dia. Ainda hoje, a fogueira
de São João é o traço
comum que une todas as festas de São João
européias (da Estônia a Portugal, da
Finlândia à França). Estas celebrações
estão ligadas às fogueiras da Páscoa
e às fogueiras de Natal.
Uma lenda católica cristianizando a fogueira
pagã estival afirma que o antigo costume de
acender fogueiras no começo do verão
europeu tinha suas raízes em um acordo feito
pelas primas Maria e Isabel. Para avisar Maria sobre
o nascimento de São João Batista e assim
ter seu auxílio após o parto, Isabel
teria de acender uma fogueira sobre um monte.
O uso de balões
O uso de balões e fogos de artifício
durante São João no Brasil está
relacionado com o tradicional uso da fogueira junina
e seus efeitos visuais. Fogos de artifício
manuseados por pessoas privadas e espetáculos
pirotécnicos organizados por associações
ou municipalidades tornaram-se uma parte essencial
da festa no Nordeste e em outras partes do Brasil.
Os fogos de artifício, segundo a tradição
popular, servem para despertar São João
Batista.
• Os balões, no entanto, constituem atualmente
uma prática proibida por lei devido ao risco
de incêndio. Os balões serviam para avisar
que a festa iria começar; eram
A Quadrilha
A quadrilha brasileira tem o seu nome de uma dança
de salão francesa para quatro pares, a "quadrille",
em voga na França entre o início do
século XIX e a Primeira Guerra Mundial. A "quadrille"
francesa, por sua parte, já era um desenvolvimento
da "contredanse", popular nos meios aristocráticos
franceses do século XVIII. A "contredanse"
se desenvolveu a partir de uma dança inglesa
de origem campesina , surgida provavelmente por volta
do século XIII, e que se popularizara em toda
a Europa na primeira metade do século XVIII.
A "quadrille"
veio para o Brasil seguindo o interesse da classe
média e das elites portuguesas e brasileiras
do século XIX por tudo que fosse a última
moda de Paris (dos discursos republicanos de Gambetta
e Jules Ferry, passando pelas poesias de Victor Hugo
e Théophile Gautier até a criação
de uma academia de letras, dos belos cabelos cacheados
de Sarah Bernhardt até ao uso do cavanhaque).
Ao longo do século XIX, a quadrilha se popularizou
no Brasil e se fundiu com danças brasileiras
pré-existentes e teve subsequentes evoluções
(entre elas o aumento do número de pares e
o abandono de passos e ritmos franceses). Ainda que
inicialmente adotada pela elite urbana brasileira,
esta é uma dança que teve o seu maior
florescimento no Brasil rural (daí o vestuário
campesino), e se tornou uma dança própria
dos festejos juninos, principalmente no Nordeste.
A partir de então, a quadrilha, nunca deixando
de ser um fenômeno popular e rural, também
recebeu a influência do movimento nacionalista
e da sistematização dos costumes nacionais
pelos estudos folclóricos.
O nacionalismo folclórico marcou as ciências
sociais no Brasil como na Europa entre os começos
do Romantismo e a Segunda Guerra Mundial. A quadrilha,
como outras danças brasileiras tais que o pastoril,
foi sistematizada e divulgada por associações
municipais, igrejas e clubes de bairros, sendo também
defendida por professores e praticada por alunos em
colégios e escolas, na zona rural ou urbana,
como sendo uma expressão da cultura cabocla
e da república brasileira. Esse folclorismo
acadêmico e ufano explica duma certa maneira
o aspecto matuto rígido e artificial da quadrilha.
No entanto, hoje em dia, essa artificialidade rural
é vista pelos foliões como uma atitude
lúdica, teatral e festiva, mais do que como
a expressão de um ideal folclórico,
nacionalista ou acadêmico qualquer. Seja como
for, é correto afirmar que a quadrilha deve
a sua sobrevivência urbana na segunda metade
do século XX e o grande sucesso popular atual
aos cuidados meticulosos de associações
e clubes juninos da classe média e ao trabalho
educativo de conservação e prática
feito pelos estabelecimentos do ensino primário
e secundário, mais do que à prática
campesina real, ainda que vivaz, porém quase
sempre desprezada pela cultura citadina.
Desde do século XIX e em contato com diferentes
danças do país mais antigas, a quadrilha
sofreu influências regionais, daí surgindo
muitas variantes: