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RENNAN MENDES

Biografia ( Renan Antonio Alves da Silva Mendes)


Nascido no dia 08/04/1984, na cidade de Uauá – BA, Rennan é filho de “Veinho”, o sanfoneiro uauense Ranulpho Mendes Damasceno (um dos grandes responsáveis pela história do São João de sua cidade natal, Uauá) e Pedrina Alves da Silva Mendes.
Desde muito cedo, Rennan mostrou grande interesse pela música, quando, em junho de 1990, algo inusitado aconteceu: seu pai havia comprado um teclado com intuito de ensinar seu irmão mais velho a tocá-lo. Mas, em uma dessas lições, perceberam que, só em ver seu irmão tendo aulas, o menino de seis anos mostrou que também era capaz de tirar belas notas das teclas, fazendo com que, em uma semana apenas, o povo de Uauá corresse até a Concha Acústica, em pleno São João, para prestigiar o pequeno garoto que tocara a primeira canção que aprendera: Asa Branca, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. O acompanhavam, seu irmão, Ramon Mendes no pandeiro, e os irmãos Osmilton (Neguinho) na zabumba e Clemilton (Tôco Preto) no triângulo.
Apesar de cedo demonstrar aptidão para música e já começar fazendo apresentações em festas juninas, Rennan aproveitou sua infância como qualquer criança de cidade pequena. Foi aprendendo aos poucos algumas marchinhas juninas, através de seu maior instrutor e incentivador, o seu pai, que ao completar nove anos de idade, deu-lhe uma sanfona de 32 baixos.
A partir de então, montou um grupo de forró que se tornou sucesso nas escolas, alvoradas, aniversários e outras festas da cidade. Em seguida, a bandinha cresceu tanto, que seu pai teve que comprar um teclado maior, uma bateria e uma percussão. Foi quando passou a se interessar por outros estilos musicais, como o Axé, o Samba, o Rock, a Lambada, entre outros.
Com a sua vida já mergulhada no universo musical, aos onze anos decidiu se dedicar mais ao estudo da sanfona, conseqüentemente, do forró. Aos doze, num dos ensaios do grupo musical de se pai, “Veinho e seu Grupo”, pegou a sanfona e começou a tocar, no meio de uma música, e a “intromissão” acabou dando certo, já que isso fez com que passasse a viajar com o grupo, tocando em várias cidades, povoados e fazendas.


Em 1998, recebeu um convite para participar de uma banda baile na sua cidade, chamada Hélio Bahia. Na banda, tocava sanfona e teclado, o que por fim acabou tornando-se uma experiência muito marcante em sua trajetória musical.
Aos quinze anos, produziu suas primeiras programações em MIDI e os convites das bandas por toda a região não paravam, mas seu pai, ainda que todo orgulhoso, o segurava por conta dos estudos e da pouca idade para embarcar de cabeça na carreira musical.
Mas parece que a insistência venceu: um ano depois, seu pai liberou para aceitar um convite para tocar em outra cidade, em uma banda de forró na cidade de Canudos – BA, intitulada de “Atração do Nordeste”, na qual tocou somente no período junino do ano 2000.
De volta a Uauá, fundou ao lado do grande parceiro Jorge Trindade, a banda de forró “Bem No Íntimo”, onde era além de sanfoneiro, o diretor musical, chegando a passar cinco anos e meio viajando para fazer shows pelo nordeste, ainda mantendo paralelamente, outros trabalhos a exemplo do grupo regional “Raiz Popular” que mantém um trabalho (não fixo) até hoje, junto aos amigos Cláudio Barris e Neném (Bala).
A vida de Rennan, claro, foi seguindo o rumo que já estava em seu sangue, tocando, viajando, dirigindo e produzindo. Mas, nunca satisfeito com seu desempenho, começou a pesquisar por outros ritmos, abrindo o leque de instrumentos e ritmos brasileiros como o Baião, o Chorinho, o Frevo, a Bossa Nova, além de sons importados a exemplo do Jazz, da Salsa e do Blues.
Recentemente, no ano de 2006, a convite dos amigos e excelentes músicos Ricardo Nunes e Silvino Junior, foi integrante da banda-base do Festival Geraldo Azevedo da Canção, na cidade de Petrolina – PE, e a partir de então, vários contatos surgiram, além de fincar seus pés na região do Vale do São Francisco, mais precisamente em Juazeiro – BA, onde reside hoje.
O sucesso foi tamanho, que agora Rennan Mendes, Ricardo Nunes e Silvino Junior tornaram-se uma espécie de “banda-base para tudo”. Tanto para apresentações em teatros, gravações, trilhas quanto participações em shows de artistas amigos e já consagrados, como Maviael Melo, Xangai, Nilton Freitas, João Sereno, Eugênio Cruz, Marciel Melo entre outros. Passou a tocar também, em alguns grupos de grande importância e destaque na região, como o “Matingueiros” que possui um trabalho belíssimo de pesquisa, resgatando ritmos nordestinos que vinham se perdendo: Maracatu, Coco, Ciranda, Maculelê, Baião, Frevo e muitos outros. Recentemente fez uma turnê pela Europa junto com o amigo e parceiro Cláudio Barris, onde se apresentou pra um público de mais de 8000 pessoas, em Turim na Itália, além de outras apresentações em Viena (Áustria), Munique e Colônia (Alemanha), Londres, Guilford e Oxford (Inglaterra).


De pouco a pouco, vem construindo carreira solo trabalhando idéias de seu disco e show futuros, sem deixar de lado o seu trabalho com apresentações e gravações por todo Nordeste e São Paulo.

Influências:

Luiz Gonzaga, “Veinho”, Cavachão, Dominguinhos, Osvaldinho, Sivuca, Jackson do Pandeiro, Tom Jobim, Djavan, Renato Russo, Gonzaguinha, Flávio José, Alcimar Monteiro, Vinícius de Moraes, Gilberto Gil, Caetano Veloso, além de causos, revistas, notícias e coisas do cotidiano.




Texto: Érica Maria.

 
 
Músicas
Rennan Mendes - Tá Faltado Ocê
Videos

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