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GILDEMAR
SENA OLIVEIRA
(BIOGRAFIA:
(GILDEMAR SENA OLIVEIRA)
Nome
completo GILDEMAR SENA OLIVEIRA, nascido no dia 29.07.1957,
na Maternidade São Jose, na cidade de Juazeiro-Ba.
Filho de Maria Sena Oliveira, desde pequeno já
tinha inclinações para a arte de desenhar,
na adolescência morando na cidade paranaense
de Guaratuba, começou a pintar daí em
diante desenhar e pintar passou a fazer parte do seu
dia a dia. Lá na cidade paranaense, juntamente
com outros colegas de colégio fundaram o Drac’som
Made in Room, que a principio organizavam festinhas
POP, embalada a rock’n’roll na vitrola,
mas o pensamento seria a formação de
uma banda de rock, que não chegou a se concretizar,
devido ao seu retorno a cidade de Juazeiro, no ano
de 1977. No ano seguinte l978, realizou o concurso
da então FSESP-Fundação Especial
de Serviços de Saúde Publica, hoje FUNASA
– Fundação Nacional de Saúde.
Chegou em Uauá, no ano de l979, precisamente
em dezoito de fevereiro, no dia seguinte e iniciou
suas atividades com funcionário publico na
Unidade Mista de Uaua, como era denominada pela Fundação
com hospital de Uaua onde esta ate hoje.

No
mesmo ano contraiu matrimonio com Maria Perpetuo Socorro
da Silva Peixinho, mais tarde nasceram os frutos dessa
união: João Henrique Peixinho Oliveira,
Alexandre Peixinho Oliveira, Daniel Peixinho Oliveira
e Gildemar Sena Oliveira Junior. Sempre envolvido
com arte, esporte e cultura, logo que chegou a Uaua,
após a partida de futebol envolvendo um combinado
vindo de Juazeiro e a Seleção Uauaense,
fez sua primeira partida em solo Uauaense, defendendo
o combinado de Juazeiro. Dias depois foi convocado
para defender a seleção de Uaua, ficando
por um longo tempo, ate o ano de l987.Daí
em diante se envolveu com a atmosfera do lugar e não
custou muito tempo a mostrar sua veia poética.
No ano de l983 com a realização da Primeira
Missa Pelos Mártires de Canudos, e após
conhecer pessoas estudiosas sobre o tema de Canudos,
passou a pesquisa a historia. Em 84 ajudou a fundar
o Movimento Popular e Histórico de Canudos,
um marco no resgate da verdadeira historia da saga
de Canudos e Antonio Conselheiro. Com o trabalho de
serigrafia em malha passou a contribuir culturalmente
com a historia de Canudos e seu resgate. No dia 30
de Janeiro de 1987 realizou sua primeira exposição
individual, intitulada de Traços Sureais, técnica
mista de guache e nanquim sobre duplex. Nesse mesmo
ano realizou sua segunda exposição,
intitulada Percepção, técnica
guache sobre granito. No ano de 89 participou como
figurante do vídeo ‘A Republica de Canudos’,
e em 94 participou como aderecista do Sete Sacramento
de Canudos, produzido pela televisão alemão,
no episodio ‘A Confirmação’,
o vídeo e filme todos dois do cineatra Pola
Ribeiro. Em 95 realizou sua primeira exposição
em tela com o titulo Estado de Contemplação
Visual Que Baila na Amplidão da Mente, técnica
látex sobre tela, na sala de exposições
da Casa da Cultura. No segundo semestre do referido
ano, cursou no atelier do pintor argentino Hector
Valdez, técnica de óleo sobre tela.
Participou no filme A Guerra de Canudos, do cineasta
mineiro Sergio Resende, como aderecista. No mesmo
ano participou do Salão Regional de Artes Plásticas,
na cidade de Juazeiro, com as seguintes obras: O Sapato
Deformado, A Concha, esculturas em madeira e a tela
a óleo A Tratadeira de Fato. No ano de 97 escreveu
a peça teatral ‘Canudos Não Morreu’,
e fundou o Grupo Teatral Canudos Não Morreu.
Neste mesmo ano projetou e construiu um cenário
de oitocentos metros quadrado, com o titulo A Replica
de Canudos, patrocinada pela Prefeitura Municipal
de Uaua. Projetou e construiu as decorações
dos festejos juninos nos anos de: 97, 98, 99 e 2000.
Participou como cenografo no curta metragem “Canudos,
Numa Longa Curva” um filme em 35mm do Cineasta
Argentino Carlos Pronzato.

Pedro
Peixinho, Veinho, Gildemar Sena,Valvredinho,Valtinho
e Eurico.
Realizou
na cidade de Aracaju, no rol da reitoria da Universidade
Estadual de Sergipe, no período de 11 a 15.12.2000,
a Exposição: Traços do Sertão,
técnica bico de pena. Neste mesmo ano fundou
em conjunto com Dr. Pedro Peixinho, o grupo de forro
de pe de serra ‘Facho de Fogo’. Atualmente
esta envolvido com a filmagem do vídeo documentário:
Calumbis, Pífanos e Zabumbas, O Som do Sertão
de Canudos, em imagem digital para televisão,
em conjunto com Joel de Almeida e Marcelo Rabelo,
moradores na capital baiana. Fez a direção
de produção do Video documentário
Cuitá: A Pedra do Bendegó, de Marcelo
Rabelo. No momento também está catalogando
a fauna e flora do sertão de Canudos, e belezas
naturais do nosso município , projeto esse
que no seu final contará com um acervo de l2
mil fotografia, até a presente data já
contamos com 3.500 fotografias. Particpou no dia 23/09
do Caruru dos Sete Poetas, na cidade de Cachoeira/Ba,
como um dos sete poetas convidados para o recital.
Além de artista plástico e poeta, é
também cenógrafo, aderecista, fotografo
amador, escultor, diretor teatral, roteirista, compositor
e produtor cultural.
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Poesias |
| UAUÁ
Uauá
como símbolo da luz
Uauá, tapuias e vaza barris
Rio a correr, brilhar...
Uauá, de fazenda. Arraial, vila,
Cidade e construção.
Uauá, capital nacional do bode
Uauá, Seu Anísio, Chico Doropi,
Arlindão e Auto
Brilhar, brilhar...
Uauá,
criança, jovem e alegre
Uauá, cultura, história e poesia
Uauá, Uauá, Uauá...
Vaga-lume a brilhar
Uauá!
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| Meu
pé de imbu Gildemar
Sena
Na
aridez dos dias sertanicos
Fica nu e espeta o céu
Deixa suas curvas expostas
A luz solar
Seus galhos dão vivas
Ao pino do dia
Retratando sua beleza anatômica
E não se esquece de brotar
No calor das terras
Dos mandacarus sedentos
E lentamente vai se vestido
Com as cores dos periquitos
Que precisam continuar
A voar por aqui
De repente um broto
Uma flor
Um fruto
Um alimento
Uma semente
Meu pé de imbu
Como tu
Precisa viver
Pra florescer
Nos tabuleiros
Nos campos.
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| É
ASSIM QUE SE GOVERNA NO SERTÃO.
Autor:
Gildemar Sena
1.
Esse meu cordel
Que agora, é de vocês
Fala dos políticos
E suas desfaçatez
O voto é um produto
O candidato é o freguês.
2.
Quem se vende
Tem comprador certo
Quem compra
Acha-se esperto
E nessa ciranda do voto
O poder vai pro incorreto.
3.
Em terra que não se investe
Em uma boa educação
O povo vai pra bandeja
Nos tempos das “inleição”
Quem fizer uma boa oferta
O voto gera negociação.
4.
O sertão de Canudos
Não entendeu a lição
Do Beato Conselheiro
E toda sua Legião
Continua sob o jugo
Dos “coronéis” do sertão.
5.
A centenária saga
Mexeu com todo mundo
O sertão ficou parado
Vendo e ficando mudo
Deixando um “grupo político”
Tomar conta de tudo.
6.
Um samba do crioulo doido
Cheio de locupletação
O poder é fascinante
Uma tremenda curtição
Quem ta na prefeitura
Acha-se o poderosão.
7.
Tem o poder na cabeça
E o povo na mão
Um bando de puxa saco
A sua servidão
E as mazelas do poder
Pra lhe dá sustentação.
8.
Situação e oposição
Briga de gato e rato
Baixam o nível
E todo o dia mais um fato
Entre tapas e beijos
E nem um bom resultado.
9.
Prefeito que não rouba
Não é um bom prefeito
A corrupção anda solta
Ser honesto é defeito
A sociedade vive demente
Sorridente e satisfeita.
10.
Os pleitos eleitorais
Vivem de crise moral
E tudo se encaminhando
Para um grande mal
E o povo no verão
Esperando o carnaval.
11.
Candidatos desqualificados
Com velhos atos da política
Mostra que pra ter o poder
Tem fazer uma campanha rica
Compra tudo pela frente
E diz; que assim que faz politica.
12.
Abrem-se partidos
Como se abre um bar
Estatutos eloqüentes
Prontos pra enganar
Siglas que só servem
Para o eleitor ludibriar.
13.
Os gatos e os ratos
Tem hora pra se juntar
Quando é pra garanti
O desejo de governar
No meio do mandato
Dana se pra brigar.
14.
Pois tem gente
Comendo demais
Nas panelas municipais
E cada vez quer mais
Comendo e comendo
Vivem eternos carnavais.
15.
Aliado ao distanciamento
Cultural das televisões
Os administradores públicos
Seguem as mesmas lições
Ajudando sem pudor
A sepultar as tradições.
16.
Todo mundo tem um preço
No mercado da corrupção
Quem não entra no jogo
E taxado de bundão
Tem que ser “escolado”
Pra entrar na administração.
17.
Homi... seu mininu
É tanta latumia
Do jeito que ta indo
Não vai restar nem um famia
Tem que ser mala
Pra viver de mordomia.
18.
Escândalos são presentes
No seu dia a dia
Encaram de frentes
Sem perder a empáfia
Viraram coisas normais
Verdadeiras boemias.
19.
Os políticos envelheceram
E as práticas rejuvenescem
Clientelismo e assistencialismo
Ou é dez vinte ou cem.
Um sistema de governo
Que não olha pra ninguém.
20.
O tabuleiro das siglas
De partidos de fachada
Mostra o seu cinismo
Debocham e dão risada
Não tão nem ai
Que se dane a sociedade.
21.
O povo ta cego,
Mudo e surdo
Deixa que políticos
Comentam absurdos
Verdadeira marionete
Não fala repete tudo.
22.
Por políticos sérios
Ainda devemos sonhar
Que assuma seu papel
E não queira roubar
Querer algo de bom
Para o povo do lugar.
23.
Brincar de fazer política
Nem é bom se pensar
Governar e coisa séria
Veio do desejo de votar
O que os políticos precisam
E ser sério e administrar.
24.
Tratar o dinheiro público
Com responsabilidade
E corresponder de fato
Com os anseios da sociedade
Trabalhar com respeito
Amor e dignidade.
25.
Não trabalhar
Pra um grupo político
E deixar o povo
Chupando um pirulito
E os interesses do povo
Indo para nos quintos...
26.
Não sei se dou risadas
Ou se toco o pau a chorar
Dos desmandos no poder
E dos atos no governar
São verdadeiras piadas
Que só atrasar o lugar.
27.
Um anda de sapatos altos
E outros querendo calçar
Ter a prefeitura na mão
Muitos vivem a pleitear
E o dinheiro do povo
Muita gente a desejar.
28.
Campanhas milionárias
Gastam até milhões
Quando nos quatro anos
Só vai ganhar meio milhão
E por isso que o atraso
Mora nessas regiões.
29.
A oposição espera
A hora de se empapuçar
E a sim nesse come e come
O atraso vai ficando por cá
E nesse come daqui e dali
Nada pro povo vai sobrar.
30.
Pois dizem: que o poder
Emana do povo
E do povo pra o povo
Filosofia e nada de novo
E poder descaradamente
Fica na mão dos gulosos.
31.
O político do sertão
Costuma comemorar
O dinheiro que chega
Pois sabe que vai aliviar
A necessidade dele mesmo
E sua vida melhorar.
32.
Nos dias de suas festas
Fogos explodem sem parar
Parece que a guerra
De canudos vai recomeçar
E o povo ficando calado
Vendo mais bombas estourar.
33.
O eleitor vota por interesse
E vota por consciência
O interesse saiu na frente
Mudando toda ciência
É melhor comer do bolo
Do que ser consciente.
34.
Se os políticos não valem nada
Os eleitores não ficam atraz.
Um verdadeiro balaio de gato
Comendo tudo e nada faz
Os eleitores nas esquinas
Garantido os incapazes.
35.
Mostro minha insastifação
Para as formas de políticas
Que deixa o povo pobre
E os políticos mais ricos
Ou fazemos alguma coisa
Pra acabar o tico-tico.
36.
Ou vamos ficar falando
E não vendo na disso
Deixando que a sociedade
Faça vista grossa a isso
Mostrando de certa forma
O nosso conformismo.
FIM |
| SALIÊNCIA
DE UM VAGALUME
Uauá
terra dos vaga-lumes
E dos pirilampos também
Viu o bendegó cair
E não se assustou com a faísca
Os tapuias contaram um dia!
Exercito da republica
Há cento e poucos anos atraz
Viu-se acuado e teve que debandar.
Capitão Virgulino
Aqui também passou
E deixou se rastro.
Comandante Prestes
Fez acampamento aqui
Pra seguir depois
Uauá silenciosa viu tudo
E se resguardou para o futuro
Vestiu-se de cultura
E está vendo o tempo passar
Uauá
junina
Uauá sina da luz
Uauá de ruas tortas
E de becos e atalhos
Uauá
de tuas precipitações geográfica
O vaza barris brotou
E segui pro mar.
Uauá
terra dos vaga-lumes
E de pirilampos também
Continua Centenária e criança! |
| VAGA-LUME
Uauá
Namora o vaza barris
E traça seu caminho
Sendo poesia
Berço dos tocadores errantes
Boêmia
Fantasia
Do delírio da emoção
Teu coração é uma cabrocha
Bela da cor das pedras de sal
Espelhando-se no lume das águas passantes
do vaza barris
Irapiranga dos tapuias.
Uauá de Vicente Barbosa
e Auto Barbosa
Anísio, Chico Dorope, Pé Queimado,
Seu Ademar e Cavachão.
Música, acordes e poesia
Todas as suas canções
Teus becos e altos
O marizeiro sabia contar
Quando junho chega
Ela se veste com as cores juninas
E acende a fogueira
E, todos “Vem ver São João”.
Uauá
Sua história
O tempo escreverá!.
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| Forro
do Luiz Gonzaga
Letra.
Gildemar Sena
Apagaram
o candeeiro
No forro do Gonzagão
A malandragem se armou
E começou a confusão
Nego mane que tinha má intenção
Pegou Zefa pelo braço
Deu um apertão
Zefa refugou
E chamou o dono do salão
E disse: tire esse nego pra fora
Pra não virar confusão
Joca que era cabra destemido
E que tinha um braço só
Pegou o Nego pelo braço
E deu um tapa
O nego que era atrevido
Arrastou uma baita peixeira
Zefa gritou: Virgem Nossa Senhora, vai ter morte
no salão!
O Veio Luiz que era homem macho
Parou a concertina
E disse de lá:
Êpa no forró do Gonzagão
Não tem briga não!
Aqui o nego dá umbigada
Rala bucho e bate coxa
Mas, com peixeira, não!
Nego mané então disse:
Seu Luiz eu fui dar uma umbigada
A infeliz não gostou
Me deu um soco na parte fraca
Que quase me capou.
Zefa não deixou por menos
E falou:Seu Luiz
Sou de dançar
Com qualquer homem
Que tenha muito respeito
Esse Nego veio dançar
Com um pão duro no bolso
O quê é que o Senhor, me diz então?!
Isso não e falta de respeito, não?!
Nego mane saltou de lá e disse:
É mentira dela seo Luiz.
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| Samba
dos 100 Gildemar
Sena
Eu fui um samba
Lá pra bandas do Retiro
Cantar pra Zumira
Teve muita gente lá
Uma história centenária
De vida e de glória
Numa reunião de amigos
Era hora de festejar
100 anos um século de vida
Um viver um sonhar
Zé de Auto e todos
Estavam lá!
O
samba rodou
No sol a pino
Velhos e meninos
Caiu no samba pra sambar
Samba, batuque e batucada.
Quem tava parado
Danou-se a sambar
Roda rodou
Inté Zumira veio sambar!
Nos seus 200 anos
Se eu estiver vivo
Nesta data quero ta lá
Se o Mestre Agenor
Me convidar!
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