Na matriz dos ritmos nordestinos está a sanfona de oito baixos. Foi com ela que tudo começou. Os ritmos apressados, que embalam uma gente festeira por natureza surgiram nesta pequena caixa de fazer música.
Mas não se engane: a pequenininha é muito mais difícil de tocar e, por isso, poucos sanfoneiros se atrevem a manter o legado dos grandes mestres.
À primeira vista, o que chama a atenção na caixa de madeira, fole e botões é a ausência do teclado. São os botões que funcionam como teclas. E outra curiosidade é que, no Nordeste, a sanfona de oito baixos ganhou uma afinação única no mundo, um sotaque nordestino.
“É um instrumento, sem dúvida nenhuma, muito difícil de se aprender a tocar. Abrindo é um tom, fechando é outro. É um instrumento que não obedece escala musical”, explica o sanfoneiro Luizinho Calixto.
Com a sanfona no peito, Luiz Gonzaga traduziu a alma nordestina. O artista que se tornaria o “Rei do Baião” fez história na música brasileira. Há 60 anos, ele gravou o Forró de Mane Zito, a primeira música a ser batizada de forró.
A Literatura de Cordel foi a homenageada na edição da Feira de Livros Vão das Letras. O evento aconteceu neste domingo, 18 de julho, durante todo o dia, no vão livre do Teatro Castro Alves. O petrolinense Maviael Melo, atualmente radicado em Salvador, participou desse encontro da literatura, fazendo a abertura com uma grande cantoria pela manhã.
O Vão das Letras é uma parceria do Núcleo do Livro, Leitura e Literatura da Fundação Pedro Calmon/Secult com a Câmara Baiana do Livro e o Teatro Castro Alves. Durante todo o dia, livros de diferentes editoras foram comercializados a preços reduzidos. O Vão das Letras integra a programação do “Domingo no TCA”, projeto que apresenta espetáculos ao preço popular de R$ 1,00.
Nesta quarta e quinta-feira (30/06 e 1°/07), às 19h, o Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro, sediará o espetáculo Nu de Mim Mesmo, da Cia. Teatro Autônomo, do Rio Janeiro.
O espetáculo vai buscar no espectador histórias reais para serem “fabuladas” em cena. O público, que é limitado a 40 espectadores, é convidado a participar de uma reflexão sobre a necessidade que o homem tem de recuperar o afeto perdido na sua busca desenfreada em ser herói. O diretor e roteirista, Jefferson Miranda, deixa claro que não é improviso, mas apropriação criativa do real.
A Univasf vai realizar de 07 a 11 de junho, com programações nos Campus de Juazeiro e no Centro de Cultura João Gilberto, Semana Universitária de Artes "Sua Univasf" com oficinas de artes, mesa redonda para discussões de Arte/educação e produções artísticas, palestras e apresentações de teatro, dança, exibição de vídeos e mostra do resultado das oficinas.
Marcada para os dias 15 e 16 de maio, a Virada Cultural chega neste ano à sua sexta edição.
O evento realizado pela Prefeitura de São Paulo se tornou a grande festa da cidade. Está incorporada ao seu calendário por milhões de paulistanos que a acompanham todos os anos. Durante 24 horas ininterruptas os moradores da capital e os turistas irão se dividir entre centenas de atrações.
Durante o lançamento oficial da programação, nesta terça-feira (27), na Galeria Olido, Centro, o prefeito destacou a integração entre as diversas áreas da administração municipal na construção do evento. "A Prefeitura tem certeza que será um evento de qualidade, superando os resultados do ano passado. Nesta edição, as secretarias trabalharam juntas para programar a Virada Cultural e dessa forma foi possível implantar novas ações nos serviços de limpeza e segurança".
Com as informações sobre cada manifestação cultural do estado, Governo terá subsídios para construção de políticas públicas.
Com o objetivo de mapear as manifestações e mestres das culturas populares da Bahia, a Secretaria de Cultura do Estado, através do Núcleo de Culturas Populares e Identitárias, realizará até o dia 30 de abril, o cadastramento dos grupos e mestres de cultura popular de todos os municípios baianos. Para efetuar o cadastro, os grupos devem encaminhar duas vias do formulário aqui anexo e também disponível no site www.cultura.ba.gov.br, devidamente preenchido, para o Núcleo de Culturas Populares e Identitárias da Secult/BA, na Av. Tancredo Neves, 776, edf. Desenbahia, CEP: 41823-900. O cadastramento pode estar acompanhado de foto, vídeo ou gravações de áudio sobre as atividades dos grupos culturais.
A comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 416/05, que institui o Sistema Nacional de Cultura, aprovou ontem o substitutivo do deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) ao texto. A principal modificação foi a inclusão de dispositivo que estabelece como um dos princípios do sistema "a ampliação progressiva dos recursos contidos nos orçamentos públicos para a cultura". De autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), a PEC segue para votação em dois turnos no Plenário.
De acordo com o relator, o texto está em harmonia com um conjunto de propostas já aprovadas ou que estão em tramitação no Congresso, como o PL 6835/06 (Plano Nacional de Cultura), o PL 5798/09 (Vale-Cultura) e a PEC 150/03, que vincula recursos orçamentários à cultura. Esta última está pronta para ser votada em Plenário e obriga a União a destinar 2% de seu orçamento ao setor; os estados, pelo menos 1,5%; e os municípios, no mínimo 1%.
Integração - Os recursos vindos do setor público devem se somar, segundo Paulo Rubem, às verbas provenientes do incentivo fiscal da Lei Rouanet, que também está sendo revista. Assim, diz o deputado, será possível tirar do papel o discurso de que a cultura é importante.