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Bendegó
O
Meteorito de Bendegó, o maior e o mais famoso
dos meteoritos encontrados no Brasil, encontra-se,
atualmente, em exposição no Museu Nacional
do Rio de Janeiro. O referido meteorito foi encontrado
em 1874 por Joaquim Bernardino da Mota Botelho, no
interior do Estado da Bahia hoje município
de Uauá. O ponto de queda está localizado
a 37 quilômetros da cidade de Uauá e
a 180 metros do riacho Bendegó, que daria nome
ao meteorito. Tanto o riacho quanto o rio que ele
deságua, o Vaza Barris, ficariam conhecidos
no futuro. Menos pela queda do meteorito e mais pelos
acontecimentos envolvendo Canudos, na resistência
montada por Antônio Conselheiro e narrada por
Euclides da Cunha no clássico "Os Sertões".
O Meteorito Bendegó possui forma irregular,
com os seguintes valores aproximados: 2,15 metros
de comprimento, 1,5 metro de largura e 58 centímetros
de altura. Sua massa foi calculada em 5360 kg, constituída
basicamente de ferro (92,70%) e níquel (6,52%),
contendo ainda traços menores de outros elementos
químicos. Essa composição permite
classificá-lo no grupo dos "sideritos",
i.e., meteoritos com aproximadamente 90% de ferro
e níquel. Na língua dos índios
quiriris da Bahia, o vocábulo "bendegó"
significa vindo do céu.
Inúmeras contribuições científicas
sobre meteoritos foram publicadas em livros e revistas
especializadas. Em particular, selecionamos algumas
destas que abordam, além das características
gerais sobre os meteoritos, aspectos técnicos
e históricos sobre o Meteorito de Bendegó.
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"Os
Meteoritos e a História do Bendegó",
Wilton Pinto de Carvalho, 1995, ISBN: 900144
"A História do Bendegó, a pedra
que caiu do céu", Scientific American
Brasil, Ano 1, Número 3, Agosto de 2002
"Pedras que caem do céu", Astronomy
Brasil, Vol.1, Número 4, Agosto de 2006
"Os Segredos dos Meteoritos", Ciência
Hoje, SBPC, Vol. 40, Maio de 2007
No que segue, uma seqüência de fotos ilustrando
o difícil trabalho de remoção
do Bendegó através do sertão
da Bahia.
De
maneira resumida, em 1888, por ordem do imperador
Pedro II, o Meteorito de Bendegó foi transportado
para o Rio de Janeiro, ao final de uma verdadeira
epopéia que envolveu de parelhas de bois, trilhos
de trem na Serra de Acaru (ainda no início
da viagem) e navios, intercalada ainda por um acidente
em 1785 que atirou o meteorito no leito de um riacho
(Bendegó), o qual ficou abandonado por quase
103 anos. Durante esse período, o meteorito
praticamente não se alterou pela oxidação
até a chegada da missão encarregada
do transporte para o Rio de Janeiro. Especialistas,
dividiram com trabalhadores, o esforço para
retirá-lo do riacho, conduzindo-o até
o litoral de Salvador. Desta cidade, o meteorito seguiu
para Recife, a bordo do vapor "Arlindo"
e, de lá, foi levado para o Rio de Janeiro,
onde chegou em 15 de Junho de 1888, i.e., 104 anos
após o achado. Durante muito tempo, o Bendegó
foi o maior meteorito em exposição em
todo o mundo.
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O Marco Dom Pedro II - A comissão encarregada
do transporte do meteorito para o Rio de Janeiro,
construiu um marco de pedra, no exato ponto de sua
queda, para registrar tão importante evento
e inaugurar os trabalhos de sua remoção,
no dia 7 de Setembro de 1887. Esse marco que se chamou
D. Pedro II, tinha o formato de uma pirâmede
e continha inscrições homenageando a
Princesa D. Isabel, o Imperador D. Pedro II, o Ministro
da Agricultura, Rodrigo Silva, o Visconde de Paranaguá
e os membros da Comissão de Transporte do Bendegó.
Infelizmente, esse marco comemorativo não durou
muito tempo. Poucos anos após a remoção
do meteorito (1888), sobreveio uma grande seca naquela
região e o povo sofrido e supersticioso entendeu
que aquilo era castigo do céu por terem permitido
a retirada da "pedra". Um mutirão
foi organizado e o marco foi destruído. Os
sertanejos, após demolirem a "torre",
nome que deram ao marco D. Pedro II, escavaram sua
base à procura de outra "pedra",
segundo eles, "irmã daquela que os doutores
levaram". Acharam uma caixa de ferro, colocada
pelos engenheiros da comissão, na qual continha
um exemplar do termo de inauguração
do trabalho de remoção, e um exemplar
do Boletim da Sociedade Brasileira de Geografia, que
publicava um memorial sobre o meteorito.
A chegada do meteorito à estação
ferroviária de Jacurici, após 126 dias
de penosa marcha pela caatinga baiana, mereceu um
outro marco comemorativo que se chamou Barão
de Guahy, em uma justa homenagem ao homem que patrocinou
a expedição. Esse marco assinala também
o local do embraque do Bendegó, de trem, que
após percorrer 363 km, chegou a Salvador em
22 de maio de 1888. Este foi pesado, verificando-se
que o mesmo tinha, então, 5360kg. A comissão
mandou lavrar um termo de sua inauguração,
que foi colocado em suas fundações dentro
de uma caixa de ferro.
O meteorito ficou em exposição em Salvador
durante 5 dias, e em 1º de Junho embarcou no
vapor “Arlindo”, seguindo para Recife
e, posteriormente, para o Rio de Janeiro, onde chegou
no dia 15, sendo recebido pela Princesa Isabel e entregue
ao Arsenal de Marinha da Corte.
Nas oficinas do Arsenal de Marinha foram feitos os
cortes indispensáveis para o estudo da “pedra”,
bem como para a obtenção de materiais
que foram doados e permutados com diversos museus
do Brasil e do mundo. Confeccionou-se, também,
uma réplica do meteorito em madeira, que o
governo brasileiro fez figurar na Exposição
Universal de 1889. Este modelo hoje se encontra no
Museu de História Natural de Paris.
Concluído o trabalho, o meteorito foi transportado
a 27 de Novembro de 1888 para o Museu Nacional, nessa
época situado no Campo de Sant’Anna.
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Como
um último registro histórico,
em sua passagem pelo Brasil nos anos 20, o físico
alemão Albert Einstein visitou o Meteorito
de Bendegó, ainda sobre o suporte original
de cianita, no Museu Nacional do Rio de Janeiro.
Fonte de Pesquisa: Museu Antares de Ciência
e Tecnologia da Universidade Estadual de Feira
de Santana. |
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Poesia |
Viagens
de Cuitá
Cláudio Barris e Rennan Mendes
Neste momento é chuva de sentimento
Vou fazer minha louvação
Veio do céu, num escarcéu
Índio, fauna e flora... deste lugar
vira chegar, este ser sideral
trazendo mais chuva, muita magia
Fez sua moradia, num chão especial
Monte Santo, Bendegó, Uauá.
Cuitá, Cuitá, fez boa
viagem
Cuitá, Cuitá, seja bem vinda
Era mais um lindo dia de sol
levaram o talismã do sertão
tamanha tolice, deu um "reboliço"
"Seu menino bulirão com o cão"
Rasgaram tudo
Marco de Pedro destruído
A corte ficou apavorada
com Humanos enfurecidos
{Vamos buscar a pedra
ela num queria ir}
Cadê a chuva?
Já vem!
O olho no olho?
Também!
O amor vai chegar com ela
Lá vem a prosa, proseando
Rimando que está chegando (Ela vem)
No Bendegó a pedra...
Nosso povo vai chegar com ela
Cuitá, Cuitá, fez boa
viagem
Cuitá, Cuitá, seja bem vinda
Gravado e mixado na Cá de Veinho por
Rennan Mendes
Produção musical, Arranjos, sanfona,
violões, efeitos,
moringa e vocais = Rennan Mendes
Voz = Cláudio Barris
Gritos, palmas, latumias = Gildemar Sena, Cláudio
Barris, Rennan Mendes e Mara Priscila Mendes
Estúdio
Cá de Veinho
Av. Mestre Lula / n°224 / Alagadiço
(74) 8811 8508
(74) 3613 7413
Juazeiro-Bahia-Brasil rennanmendes@hotmail.com
rennanmendes@gmail.com |
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Os Maiores
Meteoritos do Mundo |
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1º
Meteorito: Hoba West / Data da Descoberta:1920
/ Localidade:Grootfontein, Nanibia - África
/ Peso:60 tonelada / Localização
atual:Inalterada / Notas: O Maior meteorito
encontrado até agora. |
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2º
Meteorito:Campo Del Cielo ou El Chaco/ Data
da Descoberta:1969 / Localidade:Chaco -
Argentina/ Peso: 37 tonelada / Localização
atual: Perto do Achado. |
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3º
Meteorito: Ahnighito ou Cape / Data da Descoberta:1894
/ Localidade:West Greenland - (Groenlandia)/
Peso:30.875 tonelada / Localização
atual:Museu Americano de História
- Nova Yorque- EUA/ Notas: O Mairo meteorito
encontrado até agora. |
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4º
Meteorito:Armanty/ Data da Descoberta:11898
/ Localidade:Xinjiang - China / Peso: 28
tonelada / Localização atual:
Centro de exibição, Urumqui,
Xijian Uygur Região autônoma
(Provincia de Xinjiang), China/ Notas: |
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5º
Meteorito: Bacurito / Data da Descoberta:1806
/ Localidade:Sinaloa - México/ Peso:
22.0 tonelada / Localização
atual:Centro de Ciências - Sinaloa
- México / Notas: |
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6º
Meteorito: Agpaliilk / Data da Descoberta:1963
/ Localidade:Greenland Ocidental - Greenland
(Groenlândia) / Peso: 20.1 tonelada
/ Localização atual: Museo
Geologico - Universidade de Copenhague,
Copenhague - Dinamarca/ Notas: |
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7º
Meteorito: Mbosi/ Data da Descoberta:1930
/ Localidade: Rungwe, Tanzânia - África/
Peso: 16.0 tonelada / Localização
atual:Inalterada / Notas: |
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8º
Meteorito: Willamete/ Data da Descoberta:1902
/ Localidade:Clackamas Co. Oregon - U S
A / Peso: 14.140 tonelada / Localização
atual:Rose Center for Earth and Space -
Museu Americano de História Natural,
Cidade de Nova Iorque - E U A/ Notas: |
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9º
Meteorito: Chupadeiros I/ Data da Descoberta:1852
/ Localidade:Chihuahua - Méxicao/
Peso: 14,114 tonelada / Localização
atual: Palacio dos Minerais da Cidade do
México/ Notas: |
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10º
Meteorito: Mundrabilla I / Data da Descoberta:1966
/ Localidade:Autralia Ocidental - Australia/
Peso: 11.5 tonelada / Localização
atual: Museu Autraliano Ocidental Perth,
W A - Australia/ Notas: |
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11º
Meteorito: Morito/ Data da Descoberta:1600
/ Localidade:Chihuahua - Mèxico/
Peso: 10.0 tonelada / Localização
atual: Palácio dos Minerais da Cidade
do México/ Notas: |
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12º
Meteorito: Cupadeiros II/ Data da Descoberta:1852
/ Localidade:Chihuahua - México /
Peso:6.767 toneladas / Localização
atual: Palacio dos Minerais na Cidade do
México/ Notas: |
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13º
Meteorito: Bendegó/ Data da Descoberta:1784
/ Localidade: Margens do Riacho do Bendegó
- Bendegó da Pedra - Uauá
- Bahia - Brasil / Peso: 5.360 tonelada
/ Localização atual: Museu
Nacional do Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
- Brasil / Notas: O Maior meteorito encontrado
no Brasil. |
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