Cotidiano| Cotidiano - Publicado em 16/05/12 às 13:23:28 |
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É uma sensação gostosa, gratificante e que causa um bem estar extraordinário à alma, ao se pisar solos tão ricos em história e que trazem à tona a memória de tantas civilizações do passado, que construíram com suor, sangue e muitas lutas as bases das civilizações dos nossos dias.
Que encantamento e expressões de respeito e admiração de todos, ao caminharem sobre as pedras lisas e irregulares da cidade Éphesus (ou Éfeso), cujas origens os arqueólogos chegam a indicar 5.000 anos a. C. (antes de Cristo)! Com que sacrifício construíram tantos prédios e palácios sustentados por colunas de mármore, entre os quais se destacam o Templo de Artemis, o Templo de Adriano (em homenagem ao Imperador que restaurou a cidade), o Palácio da Prefeitura, o Grande Teatro, as principais ruas Kurets e do Porto, com suas colunas de mármora erguidas dos lados direito e esquerdo ao longo de toda a via. Muita arte e beleza em todas as edificações.
Naquele tempo os impérios se expandiam levando destruição inapelável a tudo que encontravam pela frente (hoje também não é muito diferente!) e a cidade de Éfeso foi várias vezes atacada e destruída, mas logo a reconstruíam, mesmo porque havia uma tradição de arte e cultura daquele povo que era muito respeitada.
Em nossa passagem por Éfeso ganhou bastante relevo o fato histórico de que ali residiram o Apóstolo João, o Evangelista, e Maria, a mãe de Jesus, fazendo parte da excursão uma visita à pequena casa construída de pedra onde ela morou, sem deixar de lembrar que por ali também andou o Apóstolo Paulo, cuja prova mais evidente da sua passagem é a existência no Novo Testamento do livro a "Carta de Paulo aos Efésios".
Ao lado da emoção de ter visitado as ruínas da belíssima cidade bíblica de Éfeso, o prazer da viagem se completou de forma extraordinária ao pisarmos o solo da encantadora cidade de Atenas, capital da Grécia desde 1834, cuja grandeza e importância histórica é insuperável e colocou-a por muito tempo como das cidades mais importantes do mundo ocidental. Por volta do século V a. C. (antes de Cristo) ela acançou o seu apogeu, quando floresceu na arquitetura, na literatura, na matemática, nas ciências, na filosofia e na medicina. Alguns dos homens mais célebres do nosso tempo viveram na antiga Atenas, incluindo Sófoles, Eurípedes, Hipócrates, Sócrates, Platão e Aristóteles, homens que influenciaram o mundo. Foi uma experiência fantástica visitar as ruínas do templo Acrópoles e o Paternon, cujo cansaço para alcançar o alto do monte onde foram edificados é plenamente compensado pela deslumbrante visão de toda a moderna Atenas em torno do que restou da antiga cidade.
Saindo de Atenas fizemos uma visita à ilha de Mykonos, ainda na Grécia, belíssima comunidade de casas todas brancas e de janelas azuis, com o desenho de construção igual e singular para todas as casas, e um traçado de construção bastante aglomerado, com ruas muito estreitas e lembrando um verdadeiro labirinto, cuja explicação para essa particularidade era dada no sentido de confundir os piratas e saqueadores do passado que se perdiam durante os assaltos ao povoado e assim permitia a defesa e o ataque dos moradores sobre os assaltantes atônitos e sem encontrar a saída. Pelo exemplo de organização e estrutura voltadas para o turismo, bem que a Prefeitura de Salvador deveria mandar uma comissão de técnicos e Secretário da área de turismo para examinarem e aprenderem como efetuar uma reforma séria e definitiva no nosso destruído Pelourinho, antes revitalizado e atualmente totalmente abandonado.
É muito difícil mensurar os valores de uma viagem desta, em que a intenção turística é amplamente superada pelo permanente aprendizado cultural, deixando resultados somente positivos na avaliação de nossas deficiências.
Umbuzada.com – Informação em 1º lugar!
Agenor Santos, de Mykonos, na Grécia.
| | Cotidiano - Publicado em 29/04/12 às 21:08:52 |
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Imagino que seja uma emoção incomensurável para qualquer brasileiro ao pisar o solo português, e diante da contemplação da Torre de Belém relembrar que dali partiu os navios da expedição de Pedro Álvares Cabral que, por acidente ou não, veio a descobrir essa terra maravilhosa e quase continental que recebeu o nome de Brasil. E como bom brasileiro sentiu agora essa emoção com grande intensidade ao revisitar este solo e ver o quanto está linda a cidade de Lisboa. Não somente empolgou-me a organização urbana da cidade, com seus evidentes traços da civilização europeia, com suas avenidas belíssimas e uma atividade turística bastante profissional mas, sobretudo, a atenção no trato e a cortesia dos portugueses, como se houvesse uma espontânea e natural empatia com os brasileiros. Subitamente me pus a pensar porque não ha um entrelaçamento natural e mais intenso nas relações entre os dois povos, visto os laços profundos de afinidade histórica existente?
De todo esse universo de pensamentos e reflexões, resolve comprar um jornal local (Diário de Noticias, Lisboa, sexta-feira, 27/04/12), com o fim de ampliar os meus conhecimentos quanto ao cotidiano da cidade de Lisboa, sentir a cultura de sua gente e ate mesmo identificar os seus problemas. Para a minha grande surpresa deparo-me diante da manchete de primeira pagina: "Ex-chefe das secretas e presidente da Ongoing suspeitos de corrupção" (órgão do Estado). Logo procurei confirmar se havia comprado um jornal português ou brasileiro, dado o tema tão familiar e que domina as paginas dos nossos jornais diários, para concluir que estava mesmo em Portugal e o jornal era português, e constatar, com tristeza, que a corrupção ele uma praga universal. O outro lado da questão era descobrir se nesse contexto o Brasil era aluno ou professor, importador ou exportador dessa virose tão avassaladora que ele a corrupção.
Da leitura do texto tomo conhecimento de que o modus operandi português ele muito semelhante ao brasileiro, em que o trafico de influencia na esfera governamental envolvendo muito dinheiro em troca de cargos estratégicos e que resultam, como consequência, em contratos milionários que manipulam os recursos públicos, muito em evidencia atualmente no Brasil com o episodio do Carlinhos Cachoeira, empresa Delta, etc.
Assim, concluo que, nem viajando 6.500 km de distancia, nem voando a 12.300m de altura, em busca de novas experiências e enriquecimento cultural, ele possível distanciar-me de praga tão nefasta quanto destruidora, e que parece estar institucionalizada nos princípios e costumes das nações, o que confirma o adágio popular, no caso particular de Portugal e Brasil, de que se trata de uma "herança que passa de pai para filho": A CORRUPÇÃO!
Umbuzada.com – Informação em 1º lugar!
Agenor Santos, de Lisboa, Portugal.
| | Cotidiano - Publicado em 10/04/12 às 11:48:46 |
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Vivemos um momento ímpar da história nacional, em que somos levados a fazer uma releitura cotidiana de fatos e comportamentos, face à velocidade como as mutações acontecem. Pessoas íntegras, caçadoras de bruxas e corruptos de toda categoria, de repente se transformam em caça e alvo do julgamento da lei e da sociedade pelas mazelas ocultas em suas vidas. Paladinos da pureza e da honestidade, a exigir rigor na investigação e condenação de acusados, mas convivendo secretamente no submundo das transações criminosas, oferecendo-se vergonhosamente para adequar as leis em votação no Senado aos interesses dos Carlinhos Cachoeira da vida. Uma “torre” aparentemente erguida no Senado em homenagem à honra, subitamente transformada em “Torre’s” da vergonha nacional! Porventura estamos vivendo um armagedom da moralidade?!
A revista Veja, desta semana, na coluna Páginas Amarelas, traz uma entrevista bastante emblemática com o Senador Pedro Simon – até agora uma das raras exceções de caráter neste país -, que nos faz acreditar que ainda pode haver esperança e uma luz no fim do túnel. A leitura não consome muito tempo e deve ser recomendada a todos, principalmente aos jovens que começam a se desencantarem com os adultos travestidos de pessoas sérias e dignas em espectros sem caráter e afinados com o crime organizado.
Diante de algumas atitudes corretivas assumidas pela Presidente Dilma em todos os escalões do seu governo - e em quem tenho um grande respeito - ante a avalanche demolidora dos que se locupletam com o erário público como se esse fosse o caixa particular ou da organização partidária à qual estão vinculados, resta a crença de que nem tudo está perdido. A sua postura firme contra os vendilhões do voto no Congresso, que confundem os interesses nacionais com os pessoais e que assumem o “toma lá dá cá” como a moeda de troca sob o vil pretexto de que é assim que se garante a governabilidade tranquila, há de resultar no expurgo dessa regra espúria institucionalizada nos últimos tempos.
Apesar dos sucessos alcançados pelo ex-presidente Lula em muitas frentes durante os oito anos do seu governo, principalmente na melhoria da qualidade de vida das classes sociais “C” e “D”, caso ele queira voltar após os quatro ou oito anos de Dilma, terá de se reciclar radicalmente porque foi um dos grandes responsáveis pelas concessões partidárias à base de negociatas em troca do voto nas decisões do Congresso. Apesar de ter lido na cartilha do Lula durante muito tempo, a Presidente Dilma, como uma mulher determinada, tem mostrado uma surpreendente personalidade de estadista e espero não venha a decepcionar os brasileiros que acreditam no seu sucesso.
Umbuzada.com - Informação em 1º lugar!
Adm. Agenor Santos agenor_santos@ig.com.br
| | Cotidiano - Publicado em 28/03/12 às 10:10:51 |
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Há mais ou menos 36 anos, na cidade de Irecê, onde trabalhávamos, eu no Banco do Brasil e ele como agrônomo do IBCR, depois EMATERBA e hoje EBDA, participei de um diálogo com o meu estimado amigo José Borges Ribeiro, lá também conhecido como Zé Papagaio, quando ouvi dele uma frase que nunca me saiu da memória:
- Estou indo embora para Uauá, para ser Prefeito da minha terra!
A maneira como se expressou demonstrava determinação e uma vontade interior de contribuir com o desenvolvimento de sua terra. E lá se foi o Zé Papagaio, deixando os seus amigos órfãos do ponta-esquerda dos “babas” de futebol de salão, jogados ao final de todas as tardes. Por ironia do destino em 1982 sou nomeado Gerente para instalar uma nova agência, mas ainda não sabia qual. Como na minha concorrência interna só existiam as agências a serem instaladas de Rio Real e Uauá, subitamente me veio à mente que seria a terra do Zé Papagaio e o fato imediatamente se confirmou, após um contato com Brasília. A felicidade foi muito grande e logo fiz contato e combinamos um encontro em Salvador. E quem era o Prefeito à época, já em final de mandato em 1982? José Borges Ribeiro.
Se já éramos amigos em Irecê essa amizade se consolidou ainda mais ao longo da minha permanência de três anos na gerência em Uauá, principalmente pelo privilégio de conhecer com intensidade a sua extraordinária família, sob o comando patriarcal do meu ilustre e hoje particular amigo Coronel Jerônimo Ribeiro, seu genitor, por quem nutro profundo respeito e especial carinho, e a quem chamo de “guru” pelo quanto ele me inspira de saber e cultura.
Além da semelhança física entre pai e filho, José Borges herdou do pai as qualidades de caráter, integridade, honradez e simplicidade, com grande ênfase no respeito às amizades verdadeiras que cercam a sua família. Como profundo conhecedor do seu município, era interessante ver como identificava alguém que batia à sua porta, logo dizendo de quem era filho e a fazenda onde morava, buscando saber qual era a sua necessidade naquele momento. Apenas quatro dias atrás presenciei alguém que entrou em sua casa, chegou até o seu ouvido e cochichou que estava com fome. Pensei que estava a pedir dinheiro para algum vício, quando o Zé Borges gritou à moça que estava na cozinha: “Faça um prato de comida prá ele”; e logo o rapaz estava sentado à mesa jantando. Era esse o José Borges Ribeiro que conheci: de coração bom, alma caridosa, afável, simples, sem ambição, íntegro, bom amigo, que respeitava os compromissos políticos e com notável consciência dos legítimos laços de família, qualidades hoje não muito frequentes.
Esse o perfil de um grande homem. Você nos deixa uma grande saudade, caro amigo Papagaio!
Umbuzada.com – Informação em 1º lugar!
Adm. Agenor Santos
agenor_santos@ig.com.br
| | Cotidiano - Publicado em 24/03/12 às 22:41:18 |
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Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.
Escritor Eça de Queiroz
No cenário da disputa política são muitos os atores que se apresentam para a montagem da grande peça eleitoral, cujas atitudes e comportamentos refletem, em muitos momentos, todas as características inerentes aos espetáculos do verdadeiro teatro. Tem artistas veteranos em fim de carreira, atores jovens ainda imberbes ou de meia idade, e novatos estreantes nos palcos. Tem os que se tornam astros, outros que não passam de meros coadjuvantes. Alguns insistem em se manterem ativos nos palcos por toda a vida, outros se recolhem a posições de direção de novos espetáculos, transferindo experiência e ensinamentos aos mais jovens.
A analogia entre a política e o teatro me parece bastante pertinente, visto que o seu universo está composto por personagens que muito se assemelham, dependendo, apenas, da atitude de cada um. Já citei em algumas crônicas e não me canso de repeti-la com frequência em todas as rodas em que se fala de política, pelo que representa de verdade, a frase do saudoso amigo Edson Borges Rodrigues, o “Edinho da Farmácia”, ex-prefeito de Uauá, que dizia: “Seu Agenor, o poder é sedutor!”. E esta sedução tem contagiado muita gente!
Naturalmente que no plano nacional temos inúmeros casos de políticos que não querem “largar o osso” (leia-se José Sarney, Edison Lobão, Jáder Barbalho, José Serra, dentre outros) e em todos os municípios brasileiros, quase sem exceção, os leitores devem conhecer muitos e semelhantes personagens. No nível internacional vale recordar a política americana, que permite a reeleição apenas
uma vez e depois da alternância no cargo o ex-presidente se recolhe ao seu ostracismo, vai cuidar de suas fundações, criar gado em suas fazendas ou viajar pelo mundo, sem qualquer nova interferência na política nacional.
Mas, sem perder de vista a dignidade e a reverência que merecem, pelo muito que fizeram e construíram no momento certo e na hora certa pelos seus municípios, com todo o respeito e sem nenhum comentário adicional, prefiro recomendar uma releitura do pensamento do grande escritor português Eça de Queiroz (1845-1900): “Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão”. “
Umbuzada.com – Informação em 1º Lugar!
Adm. Agenor Santos
agenor_santos@ig.com.br
| Cotidiano - Publicado em 08/03/12 às 10:29:50 |
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Mulher, esposa, amante, dama ou mulher-dama, mãe, guerreira, lutadora, valente, incansável, paciente ou impaciente, brava ou mansa, doméstica, educadora, operária, executiva empresária, servidora pública, médica, parlamentar, Prefeita, Governadora, Presidente!
Mulher, que história linda você soube escrever, vencendo obstáculos, derrotando a inflexibilidade dos algozes legisladores que já a discriminavam desde a hora em que faziam as leis! Que, com paciência não precisou formar exércitos e pegar em armas para conquistar o direito simples e elementar de VOTAR! Que ainda espera pacientemente que os turrões machistas entendam que a igualdade do direito salarial mede-se pela competência e não pelo sexo! Você, que já acumula históricas conquistas sociais não sabe o poder que tem nas mãos, capaz de vencer grandes obstáculos com a chama do seu olhar, com a graça do seu sorriso, com o seu ar dengoso e às vezes altivo!
Neste Dia Internacional da Mulher, nós outros, homens, como diriam os demais latinos da língua espanhola (nosotros), temos de fazer reverência a essa extraordinária figura que Deus nos colocou ao lado, que sabe como ninguém preencher com amor e dengo o nosso ser vazio. Que sabe construir, como nenhum arquiteto é capaz de fazê-lo, o edifício da família, que gera filhos e os amamenta, que cria gerações e mais gerações! Você, mulher, poesia de nossas vidas, Filha de Osíres, Deusa do Egito!
Minha humilde homenagem à graça, ao encanto e à beleza feminina, no Dia Internacional da Mulher. Parabéns.
Adm. Agenor Santos agenor_santos@ig.com.br
| | Cotidiano - Publicado em 04/03/12 às 18:59:58 |
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O sistema eleitoral vem sendo submetido a notável processo de evolução e aperfeiçoamento, desde os primórdios de 1532, quando Martin Afonso de Souza realizou a 1ª. eleição para Vereadores do Brasil, na Capitania de São Vicente. As condições iniciais fixadas eram que os votantes deveriam ser “homens bons”, o que evoluiu depois para exigir que também os votados o fossem, regra essa que parece ter sido corrompida na trajetória, salvo raras exceções!
O sistema progrediu cheio de restrições ao longo da história, tanto na extensão do poder de votar, ampliado com o reconhecimento pelo Código Eleitoral de 1934 ao pleno exercício do voto feminino com a eliminação do impedimento até então existente – somente consolidado na eleição de 1946 -, como pelo processo criativo que conduziu à introdução das novidades da tecnologia da informática a serviço de uma prática moderna de votar. Assim é que no início, da velha chapa ou cédula com o nome e o partido do candidato, evoluiu para a cédula de votação contendo os nomes de todos os candidatos aos vários cargos em votação naquele pleito, em que permitia que o eleitor marcasse com um “x” o nome da sua preferência, no que contava, ainda, com a liberdade de escrever recados os mais estranhos aos candidatos votados, mensagens de afagos, palavrões ou frases em que expressava o seu próprio desencanto com as eleições, mesmo que esses votos viessem a ser anulados. Uns utilizavam as cédulas para votar, outros como instrumentos de protesto e expressão de sua revolta.
A modernidade dos novos tempos, com a introdução da Urna Eletrônica, veio estabelecer uma profunda e revolucionária transformação na forma tradicionalmente existente em todo o mundo, situação em que o Brasil passou a ser o primeiro e único a dar velocidade à forma de votar e apurar os resultados com extraordinária rapidez. O cidadão foi conduzido a teclar números e com um leve toque de “confirmado” encerrar a manifestação da sua vontade eleitoral. Talvez os criadores da técnica tenham se inspirado no fato de que todo cidadão há muitos anos já utilizava as máquinas de Bancos para fazer diferentes tipos de transações bancárias, cujo teclado tem formato similar ao das urnas.
É evidente que o progresso atingido pelo nosso sistema eleitoral deixa o brasileiro muito feliz e orgulhoso, visto que o avanço tem sido objeto de estudos, pesquisas e visitas de técnicos de outros países, curiosos em conhecer essa grande novidade. Contudo, vez por outra surgem insinuações maldosas, geralmente de perdedores dos respectivos pleitos envolvidos, alegando supostas fraudes eleitorais introduzidas nessas máquinas coletoras de votos. Não obstante a confiança que o sistema me inspira, quando vejo as notícias da ação criminosa dos “hackers” que interferem nos sites e computadores de grandes empresas, organizações, sistemas de defesa e governos (leia-se: Governo Federal, Banco do Brasil, Sistema de Defesa Americano, violação do painel eletrônico do Senado, etc.) e, justamente numa sociedade em que honradez, integridade, dignidade e honestidade não são virtudes encontradas com muita freqüência, prefiro sugerir que é melhor ir colocando as “barbas de molho”.
Adm. Agenor Santos agenor_santos@ig.com.br
Umbuzada.com – Informação em 1º lugar!
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